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	<title>Blog Sergio Araujo</title>
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		<title>O Cinema português caminha com pernas de pau.</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Aug 2009 15:41:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sergio Junior</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>

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		<description><![CDATA[Há no Brasil uma figura folclórica e tradicional que faz parte do inconsciente coletivo daquele país: o palhaço da perna de pau. Talvez tenha sido levada pelos portugueses, entretanto é necessária pesquisa mais aprofundada sobre o tema.
O Cinema português assume a figura do palhaço da perna de pau.  Julga-se acima dos demais. Quando caminha com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há no Brasil uma figura folclórica e tradicional que faz parte do inconsciente coletivo daquele país: o palhaço da perna de pau. Talvez tenha sido levada pelos portugueses, entretanto é necessária pesquisa mais aprofundada sobre o tema.</p>
<p>O Cinema português assume a figura do palhaço da perna de pau.  Julga-se acima dos demais. Quando caminha com largas passadas torna-se desengonçado e trapalhão e coloca em risco as suas frágeis pernas de madeira, que a qualquer momento podem romper-se e atirar o palhaço com toda a força ao solo; quando dá passos curtos tropeça nas próprias pernas, perde o equilíbrio e cai.</p>
<p>Ao analisarmos a atual conjuntura da sétima arte em Portugal é fácil concluir o sub-aproveitamento da indústria nacional. As consequências imediatas disso são a pequena representação dos filmes portugueses em festivais internacionais, o baixo número de filmes nacionais distribuídos nas salas de cinema de todo o país e por conseguinte uma pequeníssima parcela dos portugueses a assistirem a filmes produzidos por seus compatriotas. A longo prazo as consequências são ainda mais devastadoras:  mina-se a qualidade técnica e intelectual do cinema português (que vem a avançar substancialmente nos últimos anos), minimiza-se o valor da indústria cinematográfica como business, afastando investimentos privados nacionais e internacionais e levando as co-produtoras internacionais a pensar dez vezes antes de formar parcerias com as produtoras portuguesas.</p>
<p>Grande parcela de culpa converge-se para alguns poucos produtores e agencias governamentais que assumem como missão &#8220;<em>Fomentar e desenvolver as actividades cinematográficas e audiovisuais, contribuindo para a diversidade cultural e a qualidade nestes domínios, para uma circulação nacional e internacional alargada das obras e para a vitalidade das referidas actividades enquanto indústria cultural&#8221;.</em></p>
<p>Forma-se um círculo restrito e de difícil penetração. A  máfia do cinema português, amedrontada e acuada, impede a expansão das fronteiras do cinema nacional ao tentar bloquear a participação das milhares de produtoras (empresas) e produtores (pessoas) independentes e com grande potencial criativo e produtivo.</p>
<p>O Cinema, seja ele arte ou comercial, deve ser encarado como parte integrante da cultura de um país, assim como a pintura, o teatro, os regionalismos folclóricos, a música, a culinária, a linguagem, e como tal deve ter livre acesso na construção de uma memória coletiva de um povo e sua nação.</p>
<p>Caso não se consiga romper o MCP (Monopólio do Cinema Português), e levando-se em consideração a enormidade de pessoas que querem fazer cinema em Portugal, eis aqui uma sugestão: unam-se, organizem-se, escrevam um argumento, formem uma equipa, e mãos a obra, vão fazer cinema, assim como vem se fazendo na India, no Egito, na Koréia, na Angola e em outros países do continente africano, no Brasil, na Colombia e em vários outros países denominados como &#8220;terceiro mundo&#8221; ou &#8220;sub-desenvolvidos&#8221; ou ainda &#8220;em desenvolvimento&#8221;.</p>
<p>Caso contrário, o cinema portugues vai continuar a caminhar com longas e frágeis pernas de pau.</p>
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		<title>Le Festival des Films du Monde</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Jun 2009 12:52:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sergio Junior</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>

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		<description><![CDATA[  The Montreal World Film Festival foi criado em 1977, na cidade de Montreal, em Quebec, Canada. É o mais antigo festival de cinema do país e o único festival em      competição da América do Norte acreditado pela FIAPF (Fédération Internationale des Associations de Producteurs de Films, em  inglês: International Federation of Film Producers Associations). 
 Este [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;"><img class="alignleft size-full wp-image-54" title="Montreal Film Festival" src="http://www.saraujo.com/wp-content/uploads/2009/06/montreall-wff.jpg" alt="Montreal Film Festival" width="172" height="228" />  The Montreal World Film Festival foi criado em 1977, na cidade de Montreal, em Quebec, Canada. É o mais antigo festival de cinema do país e o único festival em      competição da América do Norte acreditado pela <strong>FIAPF</strong> (<strong>Fédération Internationale des Associations de Producteurs de Films, em  inglês:</strong> <strong>International Federation of Film Producers Associations). </strong></p>
<p style="text-align: left;"> Este ano uma das categorias do festival que vai premiar o melhor filme da América Latina chama-se Glauber Rocha Award, em homenagem ao grande e polêmico  cineasta brasileiro ( &#8220;Deus e o Diabo na Terra do sol&#8221;, 1963 &#8211; indicado Palma de Ouro Festival de Cannes; &#8220;Terra em transe&#8221;, 1967 &#8211; indicado a Palma de Ouro no  Festival de Cannes; &#8220;O dragão da maldade contra o santo guerreiro&#8221;, 1968 &#8211; indicado Palma de Ouro e prêmio melhor diretor no Festival de Cannes.)</p>
<p style="text-align: left;"> Há uma categoria permanente dentro do Festival chamada <strong><em>Focus on World Cinema <span style="font-weight: normal;"><span style="font-style: normal;">(Americas, Europe, Asia, Africa, Oceania)</span></span> .</em><span style="font-weight: normal;"> Ano passado (2008), dos 192  filmes selecionados para esta secção, entre curtas e longas metragens, somente um era português (&#8220;Call Girl&#8221; &#8211; 2007, realização de António Pedro Vasconcelos). E  não houve nenhum outro filme português em nenhuma das outras oito categorias do Festival.</span></strong></p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="font-weight: normal;"> Este ano (2009), o primeiro filme da realizadora portuguesa Ana Campina, As Maltratadas, foi seleccionado, com total mérito, para a categoria sobre a qual escrevi no parágrafo anterior.</span></strong></p>
<p><strong><span style="font-weight: normal;">Um filme produzido sem nenhum tipo de incentivo por parte das instituições portuguesas, sejam elas públicas ou privadas, um filme 100% produção independente, com uma equipa técnica formada por brilhantes profissionais portugueses, brasileiros e norte-americanos, alguns veteranos no mundo cinema, outros ainda a conhecer e desvendar as primeiras manobras da indústria, mas todos focados em fazer um trabalho de excelência, dando o melhor que cada um deles poderia oferecer para parir um filme de extrema qualidade e rigores técnico e narrativo.</span></strong></p>
<p><strong><span style="font-weight: normal;">E este é somente o primeiro de muitos outros festivais que o filme As Maltratadas irá participar e concorrer. </span></strong></p>
<p><strong><span style="font-weight: normal;">E ainda há a outra versão, The Abused, ou seja, estamos apenas começando!!!</span></strong></p>
<p><strong><span style="font-weight: normal;">Gostava de aproveitar a ocasião para homenagear uma grande amiga e excelente atriz, Petra Guerreiro, que atuou nas duas versões do filme com a personagem Jéssica. </span></strong></p>
<p><strong><span style="font-weight: normal;">Essa conquista, Petra, é a prova de que podemos superar obstáculos que por vezes parecem intransponíveis, mas que com paciência, coragem, luta, esperança e perseverança é possível ultrapassá-los </span></strong></p>
<p><strong><span style="font-weight: normal;">Parabéns a todos, e aqui faço questão de apontar vossos nomes, um por um, porque cada um de vocês assumiu um papel importantíssimo nesta trajetória:</span></strong></p>
<p><strong><span style="font-weight: normal;">Produced by  ANA CAMPINA</span></strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>                     <span style="font-weight: normal;">   ENZO LAMBLET</span></p>
<p><span style="font-weight: normal;"> Edited by  ANA CAMPINA</span></p>
<p><span style="font-weight: normal;">                    MIGUEL MARIANO</span></p>
<p><span style="font-weight: normal;">                    MARIA CAPELL</span></p>
<p><span style="font-weight: normal;">Director of Photography ERICK GREEN</span></p>
<p><span style="font-weight: normal;">First Assistant Director     SÉRGIO ARAÚJO</span></p>
<p><span style="font-weight: normal;">Production Designer        SANDRA CATARINO</span></p>
<p><span style="font-weight: normal;">Production Designer Assistant SOFIA GUERREIRO</span></p>
<p><span style="font-weight: normal;">Sound Director                JOSÉ HENRIQUES</span></p>
<p><span style="font-weight: normal;">Sound Designer              JOSÉ HENRIQUES</span></p>
<p><span style="font-weight: normal;">                                        ANTÓNIO CASAS NOVAS</span></p>
<p><span style="font-weight: normal;">Music Supervisor            JOSÉ HENRIQUES</span></p>
<p><span style="font-weight: normal;">Sound                              ÁLVARO DE SOUSA</span></p>
<p><span style="font-weight: normal;">                                        ANDRÉ POMBO</span></p>
<p><span style="font-weight: normal;">                                        JOÃO ALMEIDA</span></p>
<p><span style="font-weight: normal;">                                        MIGUEL OLIVEIRA</span></p>
<p><span style="font-weight: normal;">Sound Assistants      ALFREDO VENTURA</span></p>
<p><span style="font-weight: normal;">                                        HUGO FERNANDES</span></p>
<p><span style="font-weight: normal;">Casting                        ANA CAMPINA </span></p>
<p><span style="font-weight: normal;">Casting Assistants     DANIEL BICHINHO </span></p>
<p><span style="font-weight: normal;">                                        SÉRGIO ARAÚJO</span></p>
<p><span style="font-weight: normal;">                                        CATARINA VIDIGAL</span></p>
<p><span style="font-weight: normal;">First Assistant Camera    JOEL DEUTSCH </span></p>
<p><span style="font-weight: normal;">2 nd  Assistant Camera   JOÃO SANTOS</span></p>
<p><span style="font-weight: normal;">Production Manager        VITOR FERNANDES</span></p>
<p><span style="font-weight: normal;">Production Manager        MARIA MIGUEL</span></p>
<p><span style="font-weight: normal;">Assistant                          ANA CONTENTE</span></p>
<p><span style="font-weight: normal;">                                            HUGO ALHO</span></p>
<p><span style="font-weight: normal;">                                            CATARINA VIDIGAL</span></p>
<p><span style="font-weight: normal;">                                           SÉRGIO ARAÚJO</span></p>
<p><span style="font-weight: normal;">Makeup Designer </span></p>
<p><span style="font-weight: normal;">and Special Effects     DENISE PRATA</span></p>
<p><span style="font-weight: normal;">                                        JOANA SILVA</span></p>
<p><span style="font-weight: normal;">Key Hairstylist                 MARIA NETO</span></p>
<p><span style="font-weight: normal;">Chief Lighting Technician        JOSÉ CAMPINA</span></p>
<p><span style="font-weight: normal;">Lighting                       BÁRBARA HORA </span></p>
<p><span style="font-weight: normal;">                                       BRUNO COSTA</span></p>
<p><span style="font-weight: normal;">                                        TIAGO SANTANA</span></p>
<p><span style="font-weight: normal;">Grip                               NUNO ROCHA</span></p>
<p><span style="font-weight: normal;">                                        RICARDO FERREIRA</span></p>
<p><span style="font-weight: normal;"><br />
</span></p>
<p><span style="font-weight: normal;">Continuity                   CARLOS LOPES</span></p>
<p><span style="font-weight: normal;"><br />
</span></p>
<p><span style="font-weight: normal;">Special Effects            ANA CAMPINA</span></p>
<p><span style="font-weight: normal;">                                        LUIS PAULO</span></p>
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		<title>Se nada mais der certo</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Jun 2009 21:21:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sergio Junior</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>

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		<description><![CDATA[O filme &#8220;Se nada mais der certo&#8221;, do diretor José Eduardo Belmonte, demonstra a grande capacidade do cinema brasileiro em reinventar-se e superar as dificuldades econômicas enfrentadas pela indústria cinematográfica brasileira.
Encontrei pessoalmente com o ator Cauã Reymond no Festival de Cannes e tive a oportunidade em parabenizá-lo pelo prêmio de melhor ator que ele faturou no  [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_45" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-45" title="Cena Filme &quot;Se nada mais der certo&quot;" src="http://www.saraujo.com/wp-content/uploads/2009/06/filmea070509-300x191.png" alt="Cena Filme &quot;Se nada mais der certo&quot;" width="300" height="191" /><p class="wp-caption-text">Cena Filme &quot;Se nada mais der certo&quot;</p></div>
<p>O filme &#8220;Se nada mais der certo&#8221;, do diretor José Eduardo Belmonte, demonstra a grande capacidade do cinema brasileiro em reinventar-se e superar as dificuldades econômicas enfrentadas pela indústria cinematográfica brasileira.</p>
<p>Encontrei pessoalmente com o ator Cauã Reymond no Festival de Cannes e tive a oportunidade em parabenizá-lo pelo prêmio de melhor ator que ele faturou no  2º Los Angeles Brazilian Film Festival (LABRFF), pelo personagem Léo.</p>
<p>Léo, jornalista desiludido, é o retrato do jovem brasileiro que perdeu o status de classe média e enfenta a dificuldade em encontrar trabalho e sustentar-se, e acaba por entrar no mundo da contravenção pela influência de um jovem meio andrógino, Marcin, personagem de Caroline Abras.</p>
<p>O filme fala de esperanças, desespero, vícios, solidão, abandono, amizade, saudade, crime e falhas profundas do sistema brasileiro.</p>
<p>Foge um pouco daquela temática viciosa por onde o cinema brasileiro vem desfilando nos últimos anos, com filmes como Cidade de Deus e Tropa de Elite, e talvez por isso (haverá também outras razões, obviamente) não chegou ao circuito de cinemas europeus, pelo menos em Portugal ainda não o vi nos cinemas.</p>
<p>Achei-o um pouco longo, poderia terminar antes. Há momentos em que a sequência de cenas fica um pouco inexplicada, como a cena em que Léo está conversando, durante o dia, com Diogo (Eucir de Souza), seu chefe jornalista e está chovendo e de repente, no meio de uma frase, anoitece e ele está com Angelina (personagem de Luíza Mariani), que acaba por discutir com as companheiras de trabalho de Léo no meio da rua.</p>
<p>Muito bem dirigido, com planos bem  interessantes, o filme ganha força e embalo depois que Marcin apresenta Léo a Antenor (Antônio Petrin), um veterano no mundo da contravenção.</p>
<p>A sucessão de planos muito bem utilizada pela edição em que Léo implora pela carteira de identidade de Angelina a Sibele (Milhem Cortaz), Marcin é banida de sua área de atuação por Abílio (Murilo Grossi) &#8211; e o foco preciso e muito bem aplicado em Marcin no espelho lá no background &#8211; , e Angelina aproxima-se pouco a pouco da beirada de uma janela.</p>
<p>Se nada mais der certo. Mais um filme brasileiro de excelente qualidade e que merecia uma oportunidade em ser distribuido pelos cinemas da Europa.</p>
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		<title>As Maltratadas AKA The Abused</title>
		<link>http://www.saraujo.com/?p=20</link>
		<comments>http://www.saraujo.com/?p=20#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2009 00:26:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sergio Junior</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[ana campina]]></category>
		<category><![CDATA[apav]]></category>
		<category><![CDATA[as maltratadas]]></category>
		<category><![CDATA[camila alves]]></category>
		<category><![CDATA[douglas barcellos]]></category>
		<category><![CDATA[felipe camargo]]></category>
		<category><![CDATA[trafico de mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[tv cascais]]></category>
		<category><![CDATA[violencia domestica]]></category>

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		<description><![CDATA[Acabo de assistir a uma reportagem no Fantástico sobre mães que vendem seus filhos para o mercado sexual. Semana passada assisti a um programa na SIC, se não me engano, a respeito da violência doméstica contra mulher, que ano passado (2008) causou a morte de 40 mulheres somente em Portugal. E também o caso da menina [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_22" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-22" title="Flavia ( Camila Alves )" src="http://www.saraujo.com/wp-content/uploads/2009/06/camilla-buraco-300x168.jpg" alt="Cena As Maltratadas" width="300" height="168" /><p class="wp-caption-text">Cena As Maltratadas</p></div>
<p>Acabo de assistir a uma reportagem no Fantástico sobre mães que vendem seus filhos para o mercado sexual. Semana passada assisti a um programa na SIC, se não me engano, a respeito da violência doméstica contra mulher, que ano passado (2008) causou a morte de 40 mulheres somente em Portugal. E também o caso da menina russa de seis anos que foi abandonada pela mãe biológica e &#8220;adoptada&#8221; por um casal portugues, que agora luta contra a repatriação da menina por ordem da mãe, que quer a filha de volta. O pai adoptivo teme que a mãe biológica venda a menina como o pai já havia tentado anteriormente.</p>
<p>Tudo isso só vem a sustentar e reforçar o filme As Maltratadas, da realizadora portuguesa Ana Campina, do qual tive o privilégio de participar como assistente de realização.</p>
<div id="attachment_23" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-23" title="Meninas vítimas tráfico sexual" src="http://www.saraujo.com/wp-content/uploads/2009/06/maltratadas-angolana-300x253.jpg" alt="Cena As Maltratadas" width="300" height="253" /><p class="wp-caption-text">Cena As Maltratadas</p></div>
<p>As Maltratadas, escrito, produzido e realizado por essa jovem promessa do cinema portugues e mundial, foi gravado em dezembro de 2008 em Lisboa. Foram gravadas duas versões, uma em portugues e outra em inglês. Atuaram no fillme os atores brasileiros Felipe Camargo (no papel de Paulo) , Douglas Barcellos (no papel de João) e Camila Alves (na personagem de Flávia); as portuguesas Alexandra Freudenthal (no papel de Laura, versão portuguesa), Leslie Reis (a Marta na versão portuguesa), Matilde Antunes ( a Marta na versão inglesa), Lucilia Raymundo (personagem de Linda) e Petra  Soraya (no papel de Jéssica), e a norte-america Shelby Lee ( a Laura da versão inglesa).</p>
<p>O filme tem como tema duas histórias que acontecem em paralelo: o tráfico internacional de mulheres e a violência doméstica contra a mulher.</p>
<p>Laura, que  há anos sofre com a violência física e psicológica de seu marido Paulo, um homem de posses, bem apessoado, acima de qualquer suspeita, e que se aproveita dessa posição dentro da sociedade para, além de violentar a mulher, exercer atividades relacionadas ao tráfico internacional de mulheres para o sexo.</p>
<div id="attachment_24" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-24" title="Laura ( Alexandra Freudenthal)" src="http://www.saraujo.com/wp-content/uploads/2009/06/alexandra-1-300x225.jpg" alt="Cena As Maltratadas" width="300" height="225" /><p class="wp-caption-text">Cena As Maltratadas</p></div>
<p>Flávia, modelo brasileira que sonha em decolar no mundo da moda internacional, viaja para Portugal em busca dessa ilusão e acaba nas mãos de João, comparsa de Paulo.</p>
<p>Marta, filha de Laura e Paulo, descobre uma das faces obscuras de seu pai e decide contar a sua mãe a cena que presenciou.</p>
<p>Laura resolve, então, quebrar o silêncio que vinha sufocando-a e dilacerando sua vida e sua existência.</p>
<p>Um drama real, um tema cada vez mais recorrente, apesar de alguns julgarem-no banalizado.</p>
<p>O cinema é entretenimento, mas também é realidade, e tem o dever de relatar a história com fidelidade. O filme de Ana Campina consegue entreter, com cenas esteticamente belas na forma e no estilo da realizadora em contar a história através de cenas bastante recortadas (média de 3 a 4 planos por cena, in a short film isso é muito dinámico) e uma fotografia que brinca e oscila  inteligentemente entre cores e o escuro, o negro, o cinzento; e consegue chocar, com cenas fortes, psicologicamente violentas.</p>
<div id="attachment_26" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-26" title="Laura (Shelby Lee) e Paulo (Felipe Camargo)" src="http://www.saraujo.com/wp-content/uploads/2009/06/laura-paulo-bed-eng1-300x168.jpg" alt="Cena The Abused" width="300" height="168" /><p class="wp-caption-text">Cena The Abused</p></div>
<p>As Maltratadas contou com equipe técnica composta por profissionais de Hollywood (Los Angeles), de Portugal e do Brasil.</p>
<p>Todos se juntaram com muita força e vontade nesse projeto e o resultado poderá ser visto muito em breve nos cinemas e nas televisões portuguesas, e também em festivais de cinema em Portugal e outros países da Europa, Canada, Estados Unidos e Brasil.</p>
<p>Parabéns a todos, atores, crew, pessoal da produção. Parabéns pelo trabalho efetivo, pela disposição e garra,  pela dedicação, pela vontade em fazer cinema, com o qual estou cada vez mais envolvido e apaixonado.</p>
<p> </p>
<p>E um especial parabéns a você,  Douglas Barcellos, pelo excelente trabalho em seu personagem João.</p>
<p>Nós vamos levar esse filme até o topo do mundo, lugar com o qual você sempre sonhou.</p>
<p>Vamos fazer cinema!!!</p>
<p><a href="http://www.asmaltratadas.com">www.asmaltratadas.com</a></p>
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		<title>Cannes: Amor e Cinema</title>
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		<pubDate>Mon, 25 May 2009 20:34:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sergio Junior</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>

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		<description><![CDATA[Anestesiado e deslumbrado após uma eterna noite de amor com o cinema.
Cannes é o sonho de qualquer apaixonado pelo cinema. Aqui tudo é possível. Vivem-se cenas recheadas de drama, suspense, magia e amor. Ao ritmo e no balanço do mediterrâneo navega-se por dias e noites de delírio e êxtase com o cinema.
Conheci e apaixonei-me por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>Anestesiado e deslumbrado após uma eterna noite de amor com o cinema.</em></strong></p>
<p>Cannes é o sonho de qualquer apaixonado pelo cinema. Aqui tudo é possível. Vivem-se cenas recheadas de drama, suspense, magia e amor. Ao ritmo e no balanço do mediterrâneo navega-se por dias e noites de delírio e êxtase com o cinema.</p>
<p>Conheci e apaixonei-me por pessoas do mundo inteiro, seres-humanos com objetivos distintos: turismo, conseguir autógrafos e fotos das estrelas e celebridades, fazer negócio e estabelecer contatos profissionais, vender filmes, captar imagens para veículos e meios de comunicação&#8230;</p>
<p>É como se Cannes fosse um navio gigante, âncorado no meio do mar mediterrâneo, e toda a tripulação personagens de um mesmo filme, e todos em constante interação segundo um script cujo diretor são eles próprios.</p>
<p>Depois de conseguir captar imagens das estrelas e celebridades do cinema e do mundo do entretenimento; depois de conseguir entrevistar um dos mais importantes escritores do mundo, o brasileiríssimo Paulo Coelho e também um dos grandes diretores do cinema espanhol, Pedro Almodóvar; depois de sentir em mim uma experiência única e inesquecível num dia de domingo de sol, caipirinha, whisky, cerveja e uma noite encantadora aos pés do mar mediterrâneo na compania de uma amiga verdadeira e eterna; depois de tudo isso ainda tive a enorme satisfação e o privilégio de desfilar pelo tapete vermelho mais cobiçado do cinema e assistir ao filme que ganhou a Palma de Ouro, The White Ribbon ( &#8220;Das Weisse Band&#8221;), do austríaco Michael Haneke, uma produção alemã.</p>
<p>Posso dizer que Cannes foi um marco na minha trajetória ainda inicial e de muita batalha no mundo cinema. Para o meu primeiro ano no maior e mais importante festival do cinema do mundo posso afirmar que comecei com o pé direito.</p>
<p>Merci. jusqu&#8217;à l&#8217;année suivante</p>
<p>Vamos fazer cinema!!!</p>
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		<title>The Red Carpet</title>
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		<pubDate>Wed, 20 May 2009 20:14:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sergio Junior</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>

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		<description><![CDATA[O 62° Festival de Cannes caminha para seu ultimo plano e o filme esta chegando ao fim (estou a escrever de um bar africano numa região chamada La Bocca, 10 minutos de onde acontece o festival, em bus). No meu primeiro dia fiquei estarrecido e sem entender muito bem o motivo pelo qual havia tantas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_8" class="wp-caption alignnone" style="width: 431px"><img class="size-full wp-image-8" title="Cartaz Cannes 2009" src="http://www.saraujo.com/wp-content/uploads/2009/05/cannes_2009_1.jpg" alt="62° Festival de Cannes" width="421" height="318" /><p class="wp-caption-text">62° Festival de Cannes</p></div>
<p>O 62° Festival de Cannes caminha para seu ultimo plano e o filme esta chegando ao fim (estou a escrever de um bar africano numa região chamada La Bocca, 10 minutos de onde acontece o festival, em bus). No meu primeiro dia fiquei estarrecido e sem entender muito bem o motivo pelo qual havia tantas escadas, daquelas de aluminio usadas por pintores, bem em frente a entrada do red carpet por onde desfilam as estrelas do cinema mundial. Conheci, depois de muito observar, os responsaveis pela organizacão e distribuicão das escadas, dois veteranos do festival chamados Marise e Patrice, franceses e apaixonados por cinema. Tornei-me amigo deles e consegui um lugar de destaque. No primeiro dia fiquei numa escada bastante alta de onde fui capaz de captar imagens importantes como a do presidente do Juri, a atriz francesa Isabelle Huppert. Com o passar dos dias fui entendendo o esquema das escadas. Ali ficam fotografos freelancers, fotografos simplesmente por hobby, fãs, tietes, cinéfilos, na grande maioria franceses, acho que eu era o unico estrangeiro ali. Fiquei conhecido como brazilia(dito em frances). No segundo dia fiquei bem na grade, foi o dia em que vi, na minha frente, o diretor de Inglorious Bastards, ninguem menos que Quentin Tarantino. Todas essas imagens poderão  ser vistas em breve no meu canal de tv online, a TV Cascais <a href="http://www.tvcascais.com.pt">www.tvcascais.com.pt</a> </p>
<p>Cannes é de facto o lugar para se aparecer. Aqui todos são celebridades. A cidade respira e transpira cinema, cada um carrega consigo uma maquina digital, handy cam, web cam, ou qualauer outro aparato de captura de imagem. Ha jornalistas e profissionais da midia, do jornalismo e da informacão de todo lugar do mundo. As festas vip&#8217;s tambem são uma atracão a parte, mas que nem todos tem acesso. Eu tive o privilégio de ir a um happy hour do cinema brasileiro, na Plage des Dunes, onde conversei com produtores do brasil, claro, mas tambem da India, um cinema em expansao e que esta realizando um trabalho importantissimo de internacionalizacao de seus servicos dentro do mundo do cinema e do audiovisual, todos com muito interesse no mercado brasileiro. Foi la tambem que tive a oportunidade de entrevistar o escritor Paulo Coelho, em Cannes para divulgar seu novo livro, O Vencedor esta so.</p>
<p>Entrevistei tambem Pedro Almodovar, meio perdido em frente a uma banca de jornais a tirar fotografias do cartaz de seu novo filme Los Abrazos Rotos, onde aparecia Penelope Cruz. Falou-me do filme, da estreia em Cannes e de como foi buscar em Hitchcock inspiracao para muitos dos planos e dos movimentos de camera que utiliza no filme.</p>
<p>Ainda estou por aqui e em breve falarei do filme As Maltratadas, da realizadora portuguesa Ana Campina, uma grande promessa do cinema.</p>
<p>By the way, a foto do cartaz oficial do festival de Cannes este ano é do filme L&#8217;Avventura, de Antonioni.</p>
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		<title>Rumo a Cannes</title>
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		<pubDate>Wed, 06 May 2009 08:59:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sergio Junior</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>

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		<description><![CDATA[Nada como estrear um blog com um título como este. Em minha primeira viagem a França vou, a partir do dia 13 de maio, acompanhar de pertinho o maior festival de cinema do mundo, o Festival Internacional de Cannes. Vou lá estar por dois motivos muito especiais: divulgar o filme As Maltratadas (www.asmaltratadas.com) , da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nada como estrear um blog com um título como este. Em minha primeira viagem a França vou, a partir do dia 13 de maio, acompanhar de pertinho o maior festival de cinema do mundo, o Festival Internacional de Cannes. Vou lá estar por dois motivos muito especiais: divulgar o filme As Maltratadas (<a href="http://www.asmaltratadas.com">www.asmaltratadas.com</a>) , da realizadora portuguesa Ana Campina (este tópico exije um post exclusivo), e para fazer um documentário para o meu canal de televisão online, a Tv Cascais (<a href="http://www.tvcascais.com.pt">www.tvcascais.com.pt</a>), sobre como a região de Cannes respira,  e transpira cinema durante o período do festival. Será uma experiência profissional e de vida muito, mas muito importante para mim e vou tentar, com o documentário e com minhas atualizações aqui no blog, deixá-los mais por dentro, ou melhor, tentar levar até vocês um pouco da emoção dessa vivência. Vamos fazer cinema!!!!!!!</p>
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