Anestesiado e deslumbrado após uma eterna noite de amor com o cinema.
Cannes é o sonho de qualquer apaixonado pelo cinema. Aqui tudo é possível. Vivem-se cenas recheadas de drama, suspense, magia e amor. Ao ritmo e no balanço do mediterrâneo navega-se por dias e noites de delírio e êxtase com o cinema.
Conheci e apaixonei-me por pessoas do mundo inteiro, seres-humanos com objetivos distintos: turismo, conseguir autógrafos e fotos das estrelas e celebridades, fazer negócio e estabelecer contatos profissionais, vender filmes, captar imagens para veículos e meios de comunicação…
É como se Cannes fosse um navio gigante, âncorado no meio do mar mediterrâneo, e toda a tripulação personagens de um mesmo filme, e todos em constante interação segundo um script cujo diretor são eles próprios.
Depois de conseguir captar imagens das estrelas e celebridades do cinema e do mundo do entretenimento; depois de conseguir entrevistar um dos mais importantes escritores do mundo, o brasileiríssimo Paulo Coelho e também um dos grandes diretores do cinema espanhol, Pedro Almodóvar; depois de sentir em mim uma experiência única e inesquecível num dia de domingo de sol, caipirinha, whisky, cerveja e uma noite encantadora aos pés do mar mediterrâneo na compania de uma amiga verdadeira e eterna; depois de tudo isso ainda tive a enorme satisfação e o privilégio de desfilar pelo tapete vermelho mais cobiçado do cinema e assistir ao filme que ganhou a Palma de Ouro, The White Ribbon ( “Das Weisse Band”), do austríaco Michael Haneke, uma produção alemã.
Posso dizer que Cannes foi um marco na minha trajetória ainda inicial e de muita batalha no mundo cinema. Para o meu primeiro ano no maior e mais importante festival do cinema do mundo posso afirmar que comecei com o pé direito.
Merci. jusqu’à l’année suivante
Vamos fazer cinema!!!

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